por um instante
você
existiu num universo
onde só existem
versos...
frases soltas, poesias inúteis sobre temas desnecessários, idéias que um dia podem se destransformar, um blog para perpetuar enquanto existir o oco.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
naturalista
meu bom médico naturalista
tentou salvar minha vida
receitou-me em receita formal,
assinada e descrita em próprio punho
com letra legível de uma boa bic,
um improvável e intragável regime
trinta dias de impossibilidades
meu estômago permanentemente de molho
em chás amargos
e sem piada mas com rima
meus rins rindo de plantão
meu fígado plácido de domingo a domingo
e para isso, nada demais
20 e tantas ervas politicamente corretas:
para começar,
devo preparar montaria na cavalinha
com chapeu-de-couro enfiado na testa
e bigodes de cabelos de milho
cruzar e desbravar o quintal de minha vizinha
pé-ante-pé um pouco só avante
encontro um valente dente-de-leão descontente
medo pavor suor suor calafrios tudo de repente
um grito diz "calma"
ainda suando
a voz suave da sálvia, me acalma
salvo pela sálvia, quem diria!
sábia me disse: "esse dente de leão não te morderia"
mesmo assim
decido desistir
voltar para casa, rasgar a receita e dormir
mas na hora H
me enrolo ou sou enrolado
num cipó rabo de macaco
que trazia um recado indignado
"diga ao seu médico que de naturalista ele nada tem,
já acabou com o quintal de meio bairro, e quer acabar agora com o meu também..."
assinado: alecrim dourado
tentou salvar minha vida
receitou-me em receita formal,
assinada e descrita em próprio punho
com letra legível de uma boa bic,
um improvável e intragável regime
trinta dias de impossibilidades
meu estômago permanentemente de molho
em chás amargos
e sem piada mas com rima
meus rins rindo de plantão
meu fígado plácido de domingo a domingo
e para isso, nada demais
20 e tantas ervas politicamente corretas:
para começar,
devo preparar montaria na cavalinha
com chapeu-de-couro enfiado na testa
e bigodes de cabelos de milho
cruzar e desbravar o quintal de minha vizinha
pé-ante-pé um pouco só avante
encontro um valente dente-de-leão descontente
medo pavor suor suor calafrios tudo de repente
um grito diz "calma"
ainda suando
a voz suave da sálvia, me acalma
salvo pela sálvia, quem diria!
sábia me disse: "esse dente de leão não te morderia"
mesmo assim
decido desistir
voltar para casa, rasgar a receita e dormir
mas na hora H
me enrolo ou sou enrolado
num cipó rabo de macaco
que trazia um recado indignado
"diga ao seu médico que de naturalista ele nada tem,
já acabou com o quintal de meio bairro, e quer acabar agora com o meu também..."
assinado: alecrim dourado
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
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