ave tanta
chave
vixe tanta
tranca
santa tanta
porta
e nada de abrir
um caminho que tenha volta...
inspirado pelas chaves do velocidade do obturador,
das sempre belas fotografias do parceiro Matheus Magenta.
frases soltas, poesias inúteis sobre temas desnecessários, idéias que um dia podem se destransformar, um blog para perpetuar enquanto existir o oco.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
seniil
tudo correndo a pino solto
nu sentado
com a luz do sol revolto
tusso,
sangrando tutano
tusso
agora e já
cerro com pedras e paus
pontes
portas
pálpebras
agora e já
encerro.
nu sentado
com a luz do sol revolto
tusso,
sangrando tutano
tusso
agora e já
cerro com pedras e paus
pontes
portas
pálpebras
agora e já
encerro.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
naturalista
meu bom médico naturalista
tentou salvar minha vida
receitou-me em receita formal,
assinada e descrita em próprio punho
com letra legível de uma boa bic,
um improvável e intragável regime
trinta dias de impossibilidades
meu estômago permanentemente de molho
em chás amargos
e sem piada mas com rima
meus rins rindo de plantão
meu fígado plácido de domingo a domingo
e para isso, nada demais
20 e tantas ervas politicamente corretas:
para começar,
devo preparar montaria na cavalinha
com chapeu-de-couro enfiado na testa
e bigodes de cabelos de milho
cruzar e desbravar o quintal de minha vizinha
pé-ante-pé um pouco só avante
encontro um valente dente-de-leão descontente
medo pavor suor suor calafrios tudo de repente
um grito diz "calma"
ainda suando
a voz suave da sálvia, me acalma
salvo pela sálvia, quem diria!
sábia me disse: "esse dente de leão não te morderia"
mesmo assim
decido desistir
voltar para casa, rasgar a receita e dormir
mas na hora H
me enrolo ou sou enrolado
num cipó rabo de macaco
que trazia um recado indignado
"diga ao seu médico que de naturalista ele nada tem,
já acabou com o quintal de meio bairro, e quer acabar agora com o meu também..."
assinado: alecrim dourado
tentou salvar minha vida
receitou-me em receita formal,
assinada e descrita em próprio punho
com letra legível de uma boa bic,
um improvável e intragável regime
trinta dias de impossibilidades
meu estômago permanentemente de molho
em chás amargos
e sem piada mas com rima
meus rins rindo de plantão
meu fígado plácido de domingo a domingo
e para isso, nada demais
20 e tantas ervas politicamente corretas:
para começar,
devo preparar montaria na cavalinha
com chapeu-de-couro enfiado na testa
e bigodes de cabelos de milho
cruzar e desbravar o quintal de minha vizinha
pé-ante-pé um pouco só avante
encontro um valente dente-de-leão descontente
medo pavor suor suor calafrios tudo de repente
um grito diz "calma"
ainda suando
a voz suave da sálvia, me acalma
salvo pela sálvia, quem diria!
sábia me disse: "esse dente de leão não te morderia"
mesmo assim
decido desistir
voltar para casa, rasgar a receita e dormir
mas na hora H
me enrolo ou sou enrolado
num cipó rabo de macaco
que trazia um recado indignado
"diga ao seu médico que de naturalista ele nada tem,
já acabou com o quintal de meio bairro, e quer acabar agora com o meu também..."
assinado: alecrim dourado
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
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